Nosso Objeto do Desejo

A literatura trata de forma exaustiva o amor e todas as suas derivações possíveis (conflitos, romances, reencontros, paixões, etc.). Cientistas teimam em descobrir e comprovar cientificamente os mecanismos do amor e da paixão. Fazem testes, examinam o sangue, o cérebro, reviram a alma em busca de respostas. Nós continuamos sem saber porque amamos ou porque somos amados por alguém. No cotidiano, os elementos românticos parecem sofrer algum ataque de um vírus maligno desconhecido, desconstruindo as relações vagarosamente, mas com uma precisão assustadora. Poucos conseguem sobreviver as amarguras do convívio diário e a necessidade de adequação das diferenças. O desgaste não é privilégio apenas das relações amorosas, afinal, quantos relacionamentos familiares e amizades não são combalidos quando passam por um período de convívio mais próximo? O fato é que nas relações amorosas, a corrosão é muito mais agressiva e certeira, talvez por existir o elemento sexo, ou a tal de paixão. Vou usar este espaço para contar algumas histórias, desde as mais singelas até as assombrosas, mas todas absolutamente verdadeiras.

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